domingo, 29 de setembro de 2013

Masterclass - Vídeo Aula - Joe Bonamassa


Muito boa noite pessoal (bom dia ou boa tarde, dependendo da hora que você lê o post),

 Essa nova "sessão" do blog é uma ideia que tive para falar um pouco sobre técnica, ideias novas e evolução na forma de tocar guitarra.
 O objetivo é simples: compartilhar aqui no blog as vídeo-aulas que eu escolho pra praticar, quem sabe você não curte e decide pegar as dicas desse vídeo.


 Filipe, como você seleciona as vídeo-aulas pra estudar?

 Isso é muito simples... Pelo som! Não tem segredo, eu não estou me importando pras técnicas que são ensinadas, meu processo consiste em procurar no Youtube sobre "guitar lessons", assistir os videos e ver se algo me chama atenção sonoramente. A maioria das coisas não são aproveitáveis, porque ou são malabarismos ou o som não me empolga. Quando eu acho algo que eu ouço e me chama atenção eu sinto vontade de aprender a tocar aquilo, então eu começo a estudar a lição. Ah, já ia me esquecendo, eu também evito aulas longas, porque não consigo ficar meses estudando só a mesma coisa. Então prefiro videos curtos de 10 min. em média.

 Sobre o processo de estudo

Também não é muito complexo. A maioria das coisas eu vou tirando de ouvido, mas quando tem tablatura ajuda, principalmente nas partes mais rápidas.

Sobre o vídeo selecionado pra essa aula

Bem, este é um vídeo do Joe Bonamassa que parece ter sido gravado em um camarim ou quarto de hotel. Possui cerca de 10 min. de duração, e nele Bonamassa mostra ideias que usa pros seus solos.
 Se vocês buscarem mais coisas na net do Bonamassa vão achar umas vídeo-aulas mais antigas, porém estas não me interessam muito. Ao longo do tempo ele foi moldando seu estilo e é o som que ele tira hoje que me interessa. Eu fiquei fascinado pelas passagens de palhetada rápida usando um som encorpado e com pouco drive, como se tivesse um Q de jazz no som.
 Isso me fez rever como eu estava tocando diversas coisas, minha base está totalmente fundamentada nos ligados. Eu nunca fui um rapaz palhetador, mas depois desse vídeo repensei sobre essa questão, suei bastante a camisa e agora estou usando muito mais a palhetada alternada. Com certeza a palhetada foi a parte da aula em que tive mais dificuldade.
 Outra coisa que me ajudou muito nessa aula foi perceber que o timbre grave e com menos drive fica sensacional pra esse tipo de som. Então pela primeira vez o captador do braço da minha guitarra deixou de ser um enfeite e passou a ter uma finalidade real.

 Agora chega de papo e vamos ao vídeo:




 Algo além...

 Postar esta aula e tecer meus comentários seria já algo interessante, porém eu queria fazer algo além, então resolvi fazer o seguinte, fazer um solo improvisado usando as coisas que aprendi no vídeo (licks, timbres, etc...) mas dendro do MEU estilo de tocar.
 Eu acredito que essas aulas sirvam pra gente afiar nossa técnica, e absorver algumas idéias, porém nosso estilo pessoal é só nosso, então o que fazemos é aprender algumas coisas, e incrementar nosso próprio som com algumas delas, dando uma abordagem pessoal pras ideias de outra pessoa. Espero que curtam, o vídeo abaixo demonstra isso:



 Por hoje é só, vejo vocês em breve com um novo assunto.

domingo, 15 de setembro de 2013

O SOM DOS MUTANTES - REGVLVS (GUITARRA DE OURO)

 ...e a REGVLVS. Ja ouviu falar?


 Basicamente se você nunca ouviu falar sobre essa enigmática guitarra este post é para você. Descobri essa guitarra quando fazia pesquisar sobre timbres de guitarra para o laboratório da gravação do meu CD, e resolvi me aprofundar. O que eu descobri?

 Pra resumir:


 * REGVLVS RAPHAEL é uma guitarra desenvolvida pelo grande (CCDB) Claudio Cesar Dias Baptista. Construída nos anos 60, ela possui inúmeros tipos de inovações que até hoje a tornam uma guitarra diferenciada. O icônico guitarrista que utilizou (e continua utilizando) essa guitarra é Sergio Dias (Os Mutantes), irmão do criador da guitarra.

 O que ocorreu é que na época do início dos Mutantes, conseguir um instrumento de qualidade no Brasil era algo realmente complicado. Não havia boas opções no mercado nacional, e importar sempre custou uma fortuna. Foi quando o músico Raphael Vilardi pediu a seu amigo CCDB uma guitarra, a melhor guitarra que poderia ser construída.

 Foi com esse objetivo que a REGVLVS foi construída, e o processo incluiu a construção simultânea de duas guitarras. Uma era um protótipo onde as ideias eram testadas, e o outra era a versão "final", onde as ideias testadas eram aplicadas. No final do processo, o protótipo ficou tão bom que CCDB presenteou seu irmão Sergio com a guitarra. Nascia assim uma lenda.

                                   O prototipo e a versão final da Regvlvs


 O que me chamou atenção é quantidade fantástica de recursos incomuns e muito interessantes que essa guitarra possui.


 E quais seriam as inovações dessa guitarra? Porque ela é um instrumento único? Vamos lá:

 Construção - Stradivarius:

 A primeira vista o desenho dela lembra muito uma Gibson semi acústica, porém vendo a criança de perfil notamos um grande angulo do braço, que lembra muito um violino:

Figura 1



Figura 2

Figura 3



 Nas fotos acima podemos ver, respectivamente, o braço angulado da REGVLVS, o braço de um violino também angulado em relação ao corpo, e um o braço totalmente reto de um baixo Gibson, que pode ser usado como referência de braço reto em relação ao corpo. Segundo CCDB  esse desenho foi baseado nos violinos Stradivarius. Sergio Dias afirma que este formato de braço torna a guitarra mais ergonômica, pois ela envolve o guitarrista que a toca.

  "Pesquisou coisas do Stradivarius antes de fazer o instrumento. Ele estudou toda a estrutura interna dos violinos, por isso, se você olhar essa guitarra de lado, ela tem um angulo muito forte entre cavaletes, e é bem alta, os captadores tem quase 7 cm de altura entre corpo e corda. Isso traz uma transmissão de corda pra corpo, uma tradução de energia muito forte que vem de violinos, cellos.Além disso, ela fica muito mais cômoda, é ergonomicamente correta."

 Outro detalhe sobre a construção dessa guitarra é uma característica que ajuda  a dar nome a ela. Depois de escavada a guitarra foi totalmente banhada a ouro por dentro e por fora, com a finalidade de reduzir possíveis ruídos de interferência.

Sergio Dias "Na época, os transistores eram muito barulhentos, e como ela é single coil, tínhamos de dar um jeito de blindá-la inteira. Ela é cheia de circuitos por dentro, não dava pra blindar elemento por elemento. Os fios eram blindados com malha banhada a ouro também. Aí o Claudio chegou à conclusão de que a melhor coisa era folheá-la inteira a ouro, por dentro e por fora. Isso não custa uma fortuna, mas só o trabalho que dava..."

Em relação a madeiras Sergio Dias acredita que tenham sido usadas:

Corpo - Pau Marfim
Braço - Mogno ou Cedro
Escala - Jacarandá

 Captação

Piezzo
 Essa guitarra possui dois captadores magnéticos single de baixa impedância. Porém na ponte existe um terceiro captador, chamado por CCDB de "Captador Milagroso". Este captador tem um funcionamento parecido com o captador de piezzo utilizado em violões hoje em dia. Ele produz um som muito próximo do som de violão, mesmo quando utilizado numa guitarra.  A REGVLVS permite que esse som seja utilizado em isolado ou misturado com o som dos outros captadores. Quando utilizado junto com o som dos captadores magnéticos este som pode ser dividido em canais diferentes, criando um efeito estéreo. Enfim...loucura, mas é sensacional.

Atualmente esse captador da ponte foi "substituído" por um sistema com 3 captadores espalhados pelo corpo, e que faz a mesma função.

Magneticos
(Atualização do POST) Um adendo... recentemente achei em uma Guitar Player antiga uma entrevista com Sergio Dias onde ele diz o seguinte sobre a captação magnética desta guitarra.
 "Foi uma ideia que desenvolvemos para obter dois timbres distintos, um Gibson e um Stratocaster, sem precisar trocar de guitarra. Como fazer isso só trocando os pick-ups? Você faz mais taps. Taps é como interromper um transformador que tenha 110 ou 220 volts. Ele tem um tap a 110, que seria um número X de espirais, e a 220, X números de espirais a mais. Seriam 2 taps. Esse aqui tem 13 taps. Mas não vou contar mais nada porque é segredo."

Já sabemos que estes captadores são magnéticos, single coil, baixa impedância e possuem a função de taps descrita acima por Sergio Dias. Porém possuem ainda outro segredo, são hexafônicos, ou seja, podem captar o som de cada corda individualmente, vamos ver isso com mais detalhes abaixo...

Obs. Os imãs são de Alnico

  Distorção

 Essa guitarra se destaca por possuir dentro dela "distorcedores", ou seja, um som de distorção dentro da própria guitarra. Porém, pelo que Sergio Dias deu a entender em uma entrevista a revista Guitar Class, não é um overdrive comum dentro da guitarra. O sistema começa na verdade nos captadores que conseguem captar o som de cada corda individualmente, pra cada corda existe um distorcedor, que distorce o som de cada corda em separado. Depois os 6 sons distorcidos passam por um circuito de mixer que une esses sons e envia dessa forma para a saída da guitarra.

 Sergio Dias - " Não queríamos um certo brrrr (trepidação) entre as cordas quando eu fizesse um acorde, aí o Claudio disse que o único jeito disso não acontecer seria com 6 captadores independentes e seis distorcedores independentes para poder se mixar tudo depois. Foi isso o que fizemos , 6 distorcedores e 6 captadores independentes com enrolamentos de mais ou menos de 2,5k."


*CCDB e as primeiras guitarras REGVLVS

 E ele continua "São distorcedores que geram o som dos acordes, riquíssimos em harmônicos. É um som que não existe, é como se fosse um órgão."

Além disso ela tem um distorcedor que atua diretamente no som de todas as cordas.

Circuito Memória

Outra inovação presente na guitarra é a possibilidade de memorizar 2 regulagens diferentes, e mudar entre eles apenas com o acionamento de uma chave.

 Reza a lenda...


 Reza a lenda que esta guitarra foi roubada (outros dizem que foi vendida) e após o novo dono ler as inscrições abaixo, feitas por CCDB no corpo da guitarra, resolveu devolvê-la para Sergio Dias:

"Que todo aquele que desrespeitar a integridade deste instrumento, procurar ou conseguir possuí-lo ilicitamente, ou que dele fizer comentários difamatórios, construir ou tentar construir uma cópia sua, não sendo seu legítimo criador, enfim, que não se mantiver na condição de mero observador submisso em relação ao mesmo, seja perseguido pelas forças do Mal até que a elas pertença total e eternamente. E que o instrumento retorne intacto a seu legítimo possuidor, indicado por aquele que o construiu"..


 Não sei exatamente o que pude retirar desta historia como aprendizado para a minha gravação, que foi o motivador da historia toda.  Porém sei que isso me inspira a não ter limites pra minha criatividade, procurando sempre melhorar o resultado sonoro. E em termos de guitarra, continuo usando a boa e velha Les Paul.

Para finalizar quero recomendar para todos aqueles que curtem boas melodias, letras e arranjos criativos, sons vintage que ouçam os discos dos Mutantes, uma das maiores bandas de todos os tempos. 



Nesse link tem muita informação sobre a guitarra(site do CCDB) - http://www.ccdb.gea.nom.br/guitarra_ouro_ccdb.html


As Guitarras Regvlvs

A informação que circula na internet é que CCDB fabricou aproximadamente 30 guitarras Regvlvs. Apenas 3 delas são bem conhecidas.


Regvlvs nº0 Sergio Dias



Essa guitarra foi o prototipo que foi dado a Sergio Dias por CCDB. Essa guitarra tem uma cor marrom, diferente das outras, porque no processo de fabricação foi necessário um recorte na madeira. Assim sendo, CCDB optou por escurecer a madeira, afim de não evidenciar o recorte.


E você pode ver o próprio Sergio falando desta guitarra.




Regvlvs nº1 Raphael Villardi

Depois de testar algo na nº0 CCDB aplicava na nº1. Essa é a Regvlvs Raphael Villardi. Esta guitarra não possui os distorcedores, que foram adicionados apenas nas guitarras de Sergio Dias, após a construção desta.



Regvlvs nº 2



 Esta guitarra foi feita para Sérgio Dias posteriormente a construção das anteriores. Vemos que ela tinha a coloração mais clara, assim como a de Raphael Villardi.

 Sabemos que atualmente Sergio Dias não mais possui esta guitarra, ela aparentemente foi vendida por ele.

 O músico conhecido como Astronauta Pinguim afirma possuir esta guitarra atualmente, e conta que a comprou de um músico, no litoral gaúcho.



Por enquanto é só, espero que tenham curtido essa jornada assim como eu. Venho lembrar que esse texto pode, e provavelmente será alterado/corrigido, assim que eu tomar conhecimento de mais informações. 




Filipe Zanella

domingo, 8 de setembro de 2013

Big Muff PI Teste, Review e Historia - Electro Harmonix



Senhoras e senhores guitarreiros,

 Tem muita coisa que eu quero abordar nos próximos posts e uma dessas coisas é o assunto "pedais". Sim pedaizinhos de efeitos, essas caixinhas são extremamente viciantes pra quem curte guitarra(minha namorada pode comprovar essa informação).

 Cada pedalzinho dos que possuo atualmente(não são muitos) foi escolhido a dedo depois de pesquisar MUITO, principalmente na internet e em revistas. No caso do Big Muff já tinha ouvido muitas gravações demonstrativas na NET que me agradavam, então um dia fui numa loja e pedi pra testar. Gostei do que ouvi e trouxe pra casa.

 Sobre a historia do BIG Muff , conta a lenda que ele é uma variação do Muff Overdrive, também da EHX, porém eles buscavam mais sustain(algo bem mais difícil de obter nos anos 60) e  acabaram chegando num layout de varias cascatas de ganho, ou seja. O som passa por varias sessões de distorção dentro do pedal, gerando o som super comprimido que conhecemos.

 Vou te dar um exemplo comparando com outros pedais.








O Power Boost da Sola Sound, que é um boost/overdrive que eu gosto muito, tem 2 estágios de ganho.
















Já o Tone Bender MKIII tem 3 estágios de ganho e mais sustain.












O nosso amigo Big Muff tem 4 estágios de ganho com transistores e diodos, ou seja, mais ganho, mais distorção e mais sustain.



 Porque eu curto o som do Big Muff?

 Eu acho que ele tem um som bem orgânico(é difícil explicar isso). Outra coisa que gosto nele é que ele tem um som bem cheio, diferente de outros pedais que limitam muito o som da guitarra nos médios. E tem aquela característica de som de velcro que os fuzz tem.

Basicamente eu uso o Muff de duas formas basicas:
1- Com bastante ganho e muito sustain
2 - Usando menos ganho possível usando com acordes abertos. (só quando não estou com o meu ampli)

Ele com bastante ganho tem o som clássico do Big Muff, é aquele som que está em muitos dos discos mais marcantes da historia da guitarra. No video abaixo eu estou tocando com o set up de Les Paul + Big Muff + Ampli e vocês podem ver esse som com muito ganho que eu uso pra tocar um riff. Pro meu CD que estou gravando, pretendo usar este som pra fazer os riffs mais pesados. Eu gosto de ter bastante peso em alguns riffs, principalmente nos graves, porém sem soar com metal, O Muff é o mais pesado som de fuzz que eu possuo no meu set.




  Mas além desse som, como eu mencionei anteriormente,  da pra tirar um som um pouco mais limpo do Muff, abaixando bem o controle de ganho(Sustain). Eu pessoalmente uso muito essa configuração pra fazer as bases das músicas da minha banda ou projeto solo nos shows onde não tenho o MEU amp pois eu consigo tocar desde riffs até acordes abertos sem precisar usar o drive do amp do local. É algo que eu não sei se todo guitarrista gosta, mas eu aprecio o som de acordes abertos com drive, acho que produz um som bem cheio, mas depende muito da guitarra que você usa pra conseguir um resultado final legal. Porque você precisa conseguir ouvir as notas com clareza, e nem todas as guitarras possuem essa clareza.

 Bom pra ilustrar o som do Muff com menos ganho senho um segundo video:



  Vale lembrar que existem várias versões do Big Muff, a EHX foi mudando o projeto conforme o passar do tempo.

Não vou me aprofundar muito nisso pois não é minha especialidade, o único Muff que tive até hoje é a versão mais atual, que vocês podem ver nos vídeos,

 O Pedal foi comprado antes de eu decidir produzir meu CD solo que tem o conceito de ser todo feito por mim, com um custo acessível e altíssima qualidade de som, porem depois do início deste projeto, pude ver que o Big Muff  pode se encaixar bem fazendo os riffs mais pesados do CD.

 Uma das variações mais famosas do Big Muff é a Ram's Head, da decada da 70. Tem um timbre com mais médios, e foi usada por famosos guitarristas, como David Gilmour do Pink Floyd,.

 E por último, caso vocês tenham curtido peço que compartilhem no face, mandem pros amigos, enfim todas essas coisas que todo mundo pede. Isso é importante pro blog crescer e a discussão ficar mais interessante, é uma ajuda muito bem vinda.


Abraços e boa semana.


Filipe Zanella



Introdução - Apresentação

 Fazia tempo que vinha matutando a ideia de fazer um blog. Na verdade eu não sabia bem porque e também não sabia sobre o que iria falar, era algo estranho porque e não era nada claro pra mim.
 Esse blog mesmo chegou a ir pro ar em julho desse ano(2013) e ficou parado até agora. E este tempo parado foi o tempo que eu precisei pra matutar a ideia um pouco mais, até que ficasse claro o que eu queria.

 O que escrever?

 Óbvio...se tem algo que eu conheço um pouco é de guitarra, pois venho tocando a maior parte da minha vida. Além disso é um assunto que me interessa, estou sempre lendo sobre isso e aprendendo coisas novas. Então como não pensei nisso antes, vou falar sobre guitarra!

 E porque escrever?

 Tudo começou quando minha antiga banda, Valete in Blues, começou a ter divergências de objetivos e acabamos dando uma parada "temporária" sem data pra voltar.

 Sem muitos recursos mas com muita vontade de fazer música decidi seguir fazendo as minhas coisas sozinho mesmo, continuei compondo e decidi gravar.

 O problema então surgiu, como gravar sem estrutura nenhuma? Com o Valete in Blues gravamos depois de muito suor, e com ajuda de várias pessoas, tudo isso pra custear a gravação de um nível que realmente da orgulho do trabalho feito.

 Resolvi então arregaçar as mangas e fazer tudo eu mesmo. Como assim tudo? Tudo tudo.

 Não comecei a pensar no CD somente a partir das músicas, mas também a partir da própria construção do meu home studio. Nesse ponto sim acho que algo inovador começou a ocorrer.

- Ahh mas muita gente hoje tem seus Home Studios e faz suas próprias gravações, o que há de inovador nisso?

 Simples, eu não montem um Home Studio pra fazer a gravação de nada. Eu estou montando conforme o progresso do trabalho acontece. Quero fazer uma analogia , a forma que monto o Studio é como quando você está tocando numa banda, e a cada música nova composta você procura complementar sua pedaleira com um pedal novo. No fim das contas, quando você concluir o Set List da sua banda, terá também terminado a montagem da pedaleira, e te garanto que o resultado seria completamente diferente se você tivesse comprado todos os pedais logo de cara. Sendo ainda mais direto... Composição, arranjo, gravação e mesmo a montagem do estúdio estão sendo tratados com um processo apenas.

E o que tem isso há ver com o blog de guitarras?

 A cada som de guitarra que ouvia pensava. "Como o cara conseguiu esse som?" Depois disso horas eram gastas pesquisando, e depois de tantas pesquisas acabei acumulando muito material sobre guitarra.

Foi nessa hora que senti que era hora de dividir o conhecimento, pra multiplicá-lo. Acreditem, eu aprendo muito escrevendo aqui.  Mas foi só quando senti que eu tinha o que falar, e tinha com o que contribuir, que a necessidade de escrever surgiu.

Agora estamos aqui, o Home Studio continua em evolução, por enquanto vamos chamá-lo de "All Zen", o blog continua crescendo e acumulando material, espero que aproveitem a jornada.

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Quem é o cara por traz deste blog?
  Se você leu sobre todos os planos e projetos relacionados ao blog e se interessou por isto, a primeira coisa que você deve ter pensado é "quem é o cara por trás disto?" . Bem pra você que chegou até aqui tenho algumas informações sobre mim pra compartilhar.

Posso começar dizendo que já faz um tempo que estou envolvido com o mundo da música. Acho que tem influencia familiar nisto, meu pai é o conhecido músico e radialista Odair Zanella e minhas primeiras notas foram em sua guitarra.
 Desde os primeiros acordes, compor sempre foi algo natural. Sempre compus, mesmo antes de saber tocar, já tentava encontrar no braço das guitarras as melodias que brotavam na minha mente.
 Ainda na adolescência eu fiz o arranjo de uma de suas músicas, presente no CD Tábua de Esmeralda, e também trabalhei na gravação e edição de áudio de seu programa "O Contador de Historias" exibido pela Rádio Mundial.
 Minha base de conhecimento foi estabelecida de forma autodidata, para isso utilizei ferramentas que estão a disposição de todos, a Internet e os Livros. Porém por 3 anos também cursei o Conservatório Municipal de Guarulhos, no curso de violão Erudito, e sou extremamente grato ao meu eterno professor, Victor Castellano por tantas coisas que me ensinou.
 Munido destas experiências comecei a gravar e editar minhas próprias músicas em casa, em 2007 com meu amigo de escola, atualmente fotografo Igor Dias. Depois de 2 anos de trabalho, a coisa se transformou na primeira formação da banda The Rocks.
  Após algumas mudanças de formação, ainda em 2009 o The ROcks mudou de nome assumindo a alcunha de Valete in Blues.  Foram vários ensaios, shows, horas compondo. Todo este trabalho ficou registrado em um disco independente que gravamos em 2011, intitulado também Valete in Blues.
  Fico feliz até hoje em ouvir este disco. Pelo lado afetivo pois resume ali toda uma época da vida, e pela sensação de bom trabalho realizado, afinal fizemos ali o melhor que podíamos. A grande confirmação disto é a grande quantidade de aprovação e elogios que continuo recebendo até hoje, vinda de “fãs” que eu considero na verdade amigos, por este trabalho.
  Em 2013 o Valete in Blues entra num período de paralisação por tempo indeterminado, porém isto não me impede, ao contrário, me impulsiona a continuar trabalhando com música.
 Surge então em 2013 o blog "Vamos Falar de Guitarra", em conjunto com a pré-produção do meu primeiro disco solo, e a construção do meu Home Studio, o "23".

Sobre utilização dos textos deste blog.
 Todos os textos deste blog são autorais, ou seja, não republicamos textos que não sejam escritos para outros sites ou outros tipos de publicações. Porém caso você encontre um texto deste blog em outro site, é porque este republicou o texto do blog Vamos Falar de Guitarra, e jamais o oposto.
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 Contamos com a colaboração de todos para que juntos possamos construir uma base de conhecimento que contribua para a formação de músicos e um público de rock mais bem informado.
Filipe Zanella